Crónica
Viagens com bolso
Alexandra Lucas Coelho
Sento-me na cinemateca de Jerusalém e um israelita na mesa à frente diz a um amigo, em inglês: “Em Israel, os palestinianos agora são vistos como menos que humanos.”
A cinemateca é um bom sítio para trabalhar. Há “wireless” de graça, as mesas são confortáveis, as janelas dão para a Cidade Velha, fazem a melhor sopa de abóbora da cidade, e depois alguns filmes têm legendas em inglês (não tive tempo para essa parte).
Suspeito que também seja um sítio onde não predominam os quatro tipos de direita que venceram as eleições israelitas – extrema-direita, direita religiosa, direita-direita e centro-direita. Não se vêem muitos russos daqueles que chegaram há uma dúzia de anos (mas acham que os palestinianos é que cá estão a mais). Não se vêem muitos religiosos (assim de repente, não me lembro sequer de ver “kipas”). Se calhar, há imensos partidários de Bibi e de Livni, mas pelas conversas não parecia.
Na mesa à frente, a conversa era mais para onde emigrar. O homem que tinha dito que os palestinianos agora eram vistos como menos que humanos achava que o melhor país para emigrar era Itália, por causa do sentido de beleza (as mulheres, os homens, qualquer pracinha).
Claro que se nos lembrarmos de Berlusconi – e da televisão italiana –, muitos discípulos de Nani Moretti podem estar agora na cinemateca de Roma a pensar para onde emigrar.
Mas Moretti desesperaria mais em Israel.
A dita esquerda israelita tem sido incapaz de dizer qualquer coisa de esquerda há tanto tempo que quem ainda vota nela já não se lembra do que é a esquerda.
Depois há aqueles que se lembram do que é a esquerda, e portanto são considerados “a velha esquerda”, hoje consciências de um tempo sem consciência, que nunca falarão em emigrar porque sobreviveram ao Holocausto, fundaram Israel e ainda não desistiram do futuro.
Alguns estão já próximos da dita esquerda radical, aquela que é contra o governo numa guerra. Em Israel, ser contra o governo numa guerra não é ser contra o governo, é ser contra Israel, e por isso é que esta esquerda é radical.
Suspeito que o homem na mesa à minha frente fosse um destes radicais. A “velha esquerda” israelita tem idade para se lembrar do que quis dizer na História do século XX “undermenschen”. Foi nesta palavra – sub-humano, menos que humano – que começou o extermínio, antes das câmaras de gás. Porque o extermínio começa quando uma comunidade começa a ver outra comunidade como menos que humana. Foi o que aconteceu com milhões de europeus durante a II Guerra Mundial, e certamente a maior parte deles pensou ter motivos de força maior.
Em Israel, país que há mais de 40 anos coloniza outro povo, quem é que consegue viver com a consciência de que a sua força aérea, metida em F16 de onde não se vêem caras nem corações, matou sistematicamente seres humanos desarmados? Ou se acredita que estavam todos armados ou não se pensa neles como seres humanos. E o resto são histórias da imprensa, apostada em denegrir Israel até com bombas de fósforo.
Mas quando o israelita na cinemateca disse ao amigo que a imprensa não é o discurso oficial, e que na imprensa é onde os palestinianos ainda podem ser humanos, só não fui apertar-lhe a mão porque sou uma europeia constrangida por convenções.
Menos que humano é o olhar do colonizador. Aquilo era um homem.
viagenscombolso@gmail.com
Feb 20, 2009
Feb 16, 2009
O quarto das filhas

Muitos israelitas só viram a dor em Gaza quando o médico Izzeldin Abuelaish telefonou para a televisão a pedir ajuda. Três filhas suas acabavam de ser mortas por um tanque israelita. A Pública foi ao quarto onde elas morreram e ao hospital de Telavive onde o pai trabalha.
Alexandra Lucas Coelho, em Telavive
Sexta-feira, 16 de Janeiro
Em Telavive, o jornalista Shlomi Eldar está sentado no estúdio do Canal 10 enquanto a pivot apresenta as notícias.
A guerra de Gaza dura há três semanas e os jornalistas estrangeiros estão impedidos de entrar. Eldar fala árabe, é o repórter que cobre "temas árabes" e tem entrevistado habitantes de Gaza ao telefone. Um dos interlocutores regulares é o médico palestiniano Izzeldin Abuelaish, que vive entre Gaza e Telavive, onde trabalha num hospital.
Eldar conta entrevistá-lo justamente hoje, pelo que tem o telemóvel ligado.
O que os espectadores israelitas vêem a seguir é uma rara sequência em televisão. A pivot, perplexa, passa a palavra a Eldar. Ele agarra o telemóvel e põe-no em alta-voz. Ouve-se um homem desesperado, a chorar, a gritar. "Shlomi, eles mataram as minhas filhas!" Eldar vai explicando aos espectadores que aquele homem é um médico, que trabalha em Telavive há anos e tem oito filhos. Do outro lado, o homem grita, em agonia. "Shlomi! Ninguém consegue chegar até nós!" O jornalista pergunta onde fica a casa, que talvez possa ajudar, mandar uma ambulância.
Isto prolonga-se por quatro minutos, quatro longos minutos de televisão. Até que Eldar retira o auricular e sai do estúdio. Uma câmara segue-o, enquanto ele contacta o exército. E consegue que uma ambulância vá ter com Izzeldin Abuelaish.
Em alguns dos vídeos que se podem ver no YouTube, o médico palestiniano aparece a beijar a mão da sua filha Shada, deitada numa maca, ferida num olho e na mão. Vêm para o hospital Tel Hashomer, em Telavive, onde Abuelaish trabalha. Juntam-se médicos, repórteres, uma multidão que seguiu o drama em directo.
Agora Shada já está na cama, Abuelaish faz-lhe festas, chora, pergunta: "Porquê? Porquê nós?" Médicos israelitas abraçam-no, choram com ele.
E então uma mulher, mãe de um soldado, desata a gritar-lhe que o exército não se enganou, que ele deve ter armas em casa e por isso é um alvo, e grita, grita, enquanto a multidão à volta assiste em silêncio.
Talvez outros pais e mães israelitas tenham pensado ou querido pensar o mesmo, barricados em si próprios, incapazes de ver um pai do outro lado.
Mas o primeiro momento em que muitos israelitas conseguiram ver a dor em Gaza foi este, a dor em directo de Izzeldin Abuelaish. Uma dor entre muitas outras, mas que furou o cerco e chegou à gente nos sofás, antes de jantar.
Para Israel, a guerra do Líbano em 2006 foi um desaire, e a guerra de Gaza veio insuflar o orgulho nacional, a certeza de que o Estado judaico pode e deve defender-se das ameaças, que se concretizavam nos rockets do Hamas. Por isso, quando Israel começou a bombardear Gaza, só a esquerda radical - para os parâmetros israelitas - foi contra. E, durante semanas, a grande maioria da população continuou a apoiar o que os militares chamavam "operação".
O historiador israelita Tom Segev disse à Pública que o drama do médico que perdeu as três filhas foi o momento em que muita gente disse: "OK, talvez baste."
Segunda-feira, 26 de Janeiro
Em Jabaliya toda a gente sabe onde fica a casa do doutor Izzeldin Abuelaish.
Jabaliya é o campo de refugiados em Gaza onde começou a Primeira Intifada. Ruelas tortas com buracos, má construção e carros velhos, uma vida fervilhante nas ruas, quatro gerações de refugiados, desde 1948.
Aqui nasceu e continua a viver Izzeldin Abuelaish. Há nove anos a família construiu uma casa nova com quatro pisos, um por cada irmão.
A Pública não precisa de perguntar duas vezes onde é. O primeiro rapaz sabe, entra no carro e vai dando direcções.
A primeira coisa notável é que a casa está isolada, não tem outras à volta. Não é muito fácil alguém esconder-se ao lado ou atrás. É uma péssima casa para quem queira fazer a guerra, o que bate certo. Izzeldin Abuelaish tem sido um convicto partidário da paz. Sendo médico, trabalhando em Israel e falando hebraico, tornou-se numa imagem rara de Gaza para os israelitas - um rosto para a possibilidade de paz.
A segunda coisa notável é que a casa tem buracos no segundo andar quase do tamanho de uma parede. Não são buracos de tiros.
Mohammed, 13 anos, um dos sobrinhos de Abuelaish, aparece a descer os degraus. O seu célebre tio não está, continua com a filha e a sobrinha feridas em Telavive. Mohammed leva os visitantes a um adulto, Saleh, 46 anos, primo de Izzeldin.
"Eu não estava aqui quando a tragédia aconteceu", diz Saleh, subindo até ao segundo piso. Passando a porta, aparece um salão cuidadosamente pintado, com frescos e reboco, aberto para uma cozinha bem equipada. É visivelmente uma casa nova, em que tempo e dinheiro foram investidos. Mas, agora, os móveis estão partidos, há portas no chão, pilhas de entulho e buracos.
E quando Mohammed indica um quarto, a destruição torna-se avassaladora. Duas das paredes, a da esquerda e a da frente, são agora buracões. Por cada uma entrou um obus. As outras paredes e o tecto estão esburacadas e cheias de sangue. Há um autocolante com o nome Barbie numa delas, e depois a própria Barbie, de saia rodada.
"Este era o quarto das filhas, está a ver?", pergunta Saleh.
Vê-se que sim.
Porque há um beliche, agora coberto de destroços. E há uma chinela, um caderno de Economia Internacional, exercícios de inglês, vários CD, uma cruzeta, duas botas com fivelas, um cachecol, um álbum sobre a Turquia, um teclado de computador, um ténis-cor-de-rosa, uma malinha preta, um compasso, um Pato Donald a rir. E tudo está no chão, partido, coberto de cimento, sujo de sangue, com roupa enrodilhada em traves e metal. Cada coisa diz que isto é um quarto de raparigas, da mais nova, que ainda gostava da Barbie, à mais velha, que estudava Economia.
Estavam a aprender a viver sem mãe, morta com leucemia há cinco meses.
Quarta-feira, 4 de Fevereiro
As forças armadas israelitas divulgam os resultados do inquérito "respeitante ao incidente na residência do dr. Abuelaish". As conclusões são que "dois obuses foram disparados de um tanque, causando a morte das três filhas".
Os soldados tinham ficado sob "fogo de atiradores e morteiros" na área de Sajaiya. Identificaram a fonte do fogo numa casa adjacente e dispararam. Depois "figuras suspeitas foram identificadas no último andar da casa do dr. Abuelaish e pensou-se que fossem colaboradores a dirigir o fogo do Hamas". Após "avaliar a situação no terreno enquanto estavam debaixo de fogo pesado, o comandante da força deu ordens para abrir fogo contra as figuras suspeitas". Foi "desse fogo que morreram as três filhas do dr. Abuelaish".
Segunda-feira, 9 de Fevereiro
É noite em Telavive. Izzeldine Abuelaish está sentado com amigos e a filha Shada num pequeno apartamento do hospital Tel Hashomer, onde há anos trabalha. Quando trouxe a filha e a sobrinha feridas de Gaza, este hospital, o maior de Israel, cedeu um espaço onde ficassem durante o tratamento.
Shada tem um olho tapado. Já foi operada duas vezes e espera-se que recupere a visão. Também perdeu dois dedos da mão direita. Está a fazer fisioterapia. É uma adolescente com covinhas, e sorri, a segurar a mão enfaixada, enquanto o pai lhe pergunta: "Então, qual é a capital de Portugal? Lish...?"
Uma amiga da família faz café. Shada vai dormir.
Depois do comunicado do exército, o dr. Abuelaish foi citado na imprensa israelita a dizer: "Todos cometemos erros, e não os repetimos." E em alguns títulos apareceu só: "Todos cometemos erros." Como se tudo estivesse esclarecido.
Mas a frase, diz, foi truncada. "As pessoas dizem que se o exército matou numa situação destas foi sem intenção e que toda a gente comete erros. O que eu digo é que todos cometemos erros mas temos de aprender com eles, não os podemos repetir."
E quanto ao comunicado, os soldados falam de Sajaiya como se fosse a área da sua casa. "Não é, fica a quatro ou cinco quilómetros. Eles misturaram duas coisas. Não havia snipers nem fogo nenhum perto da nossa casa, não há casas adjacentes onde alguém se possa esconder."
E antes e depois do comunicado outras coisas foram mal ditas e misturadas, como a ideia de que Abuelaish vai pedir asilo.
"Nunca pedirei asilo a nenhum país do mundo. Sou palestiniano, até ao fim, a defender os nossos direitos. Também disseram que eu ia emigrar para o Canadá, quando apenas pensei ir dois ou três anos para o Canadá trabalhar."
De resto, o seu cartão de visita diz Jabaliya.
Os pais eram da aldeia que hoje é o rancho de Ariel Sharon. Quando Israel foi criado, refugiaram-se em Gaza, onde há 53 anos Abuelaish nasceu. "Nasci, fui criado e vivo no campo de refugiados de Jabaliya. É o meu povo, as minhas filhas estudam lá, na escola da ONU."
Trabalhar aqui, em Telavive, é algo que vem dos chamados "anos de Oslo", os mais tranquilos do conflito, entre a Primeira e Segunda Intifada. Em 1993, Abuelaish tornou-se "no primeiro médico de Gaza a trabalhar de forma permanente num hospital em Israel".
Já tinha filhos, e continuou a ter, oito ao todo. Organizou a sua semana assim: de domingo a quinta está em Telavive. Quinta à noite chega a Gaza. "Sexta-feira é para os meus filhos. Sábado, das 8h às 12h, ensino lá, na Escola Médica. E das 15h às 21h faço clínica de graça para os meus doentes de lá."
De cada vez que entra e sai de Gaza tem de passar Erez, o mais inexpugnável dos checkpoints, e passa a pé como toda a gente. Tornou-se numa rotina.
Ao longo destes anos de vaivém, continuou a fazer especializações. Genética em Itália e Bélgica, saúde pública em Harvard. Concorreu às eleições palestinianas em 2006 como independente e hoje diz: "Felizmente não fui eleito." Em vez disso, foi um ano para o Afeganistão, como consultor do Ministério da Saúde. "Estava seis semanas em Cabul, duas em Gaza." Também foi consultor, em colaboração com a União Europeia, no Quénia e no Iémen.
A 25 de Dezembro de 2008, uma quinta-feira, deixou Telavive e foi para Gaza, como sempre. "Às onze da manhã de sábado começaram os bombardeamentos. Os vidros rebentaram logo. Na primeira semana, ainda saía para ir buscar comida, mas quando começou a invasão terrestre ficámos fechados, sem bens essenciais como electricidade, gás, água." Os geradores fazem barulho e podiam atrair a atenção."
Vivemos na escuridão, dormimos em colchões na sala e na cozinha, e a minha filha Shada sentava-se à secretária com velas a estudar. Mas estávamos tão felizes de estarmos juntos." Contando as mulheres e filhos dos quatro irmãos no prédio, ao todo 27 pessoas. "E os meus amigos israelitas e os jornalistas telefonavam duas, três vezes por dia."
Até que a 14 de Janeiro um tanque se aproximou. "Foi chocante, como se eu visse a morte. Telefonei a Shlomi [Eldar, o jornalista do Canal 10], expliquei-lhe, ele comunicou com o exército, comecei a receber chamadas para saber onde ficava a casa. Um coronel Mahdi telefonou-me de Erez, pedi-lhe que retirasse o tanque e o tanque retirou! Fiquei tão contente. Isso significava que já conheciam a casa, que estávamos seguros. As crianças celebraram, estavam eufóricas!"
Na noite de quinta para sexta mal dormirarm, por causa dos bombardeamentos, mas o pior parecia ter passado."
De manhã, acordei as crianças, para o pequeno-almoço. Falámos do que elas queriam estudar. Shada queria Engenharia Informática. Mayar, disse: 'Eu estudarei Medicina.' Aya queria Jornalismo. Nenhuma delas alguma vez teve menos de 97 por cento nos testes. E no mesmo dia, Mayar disse: 'Dá os parabéns a Aya.' Porquê? 'Ela teve o período.' Tinha-se tornado madura, aos 13 anos. Comecei a rir, falei com ela. São minhas amigas, as minhas filhas. Depois consegui falar ao telefone com a minha filha que estava com a tia. Perguntei-lhe: 'O que queres estudar, para onde queres ir? Tenho duas ofertas para trabalhar, em Toronto e em Haifa.' Ela disse: 'Quero voar.' Eu disse: 'OK, então podemos ir para o Canadá. Tudo está pronto na embaixada canadiana, mal haja cessar-fogo.' A minha sobrinha de 17 anos tinha vindo dois dias antes ter connosco, correndo o risco, com uma bandeira branca. Disse: 'Eu quero morrer aqui, não quero ficar em mais nenhum refúgio público no campo, é intimidante, é humilhante. Vocês estão no paraíso em comparação com a nossa vida lá, há dez dias que não tomo banho.' E ficou connosco, veio para o seu destino."
Pelas quatro da tarde, Abuelaish tinha uma entrevista marcada com a televisão. Afastou-se dos filhos. Foi quando veio o primeiro obus pela janela do quarto das filhas."
Cortou-lhes as cabeças. O que viu no tecto são partes do cérebro. Eu vi Shada com o olho a vir para fora, e os dedos, e quando entrei no quarto não consegui reconhecer as minhas filhas e a minha sobrinha, sem cabeças. A minha filha mais nova veio a gritar, e a minha sobrinha desceu com os irmãos dos outros andares. E então veio o segundo obus."
Morreram Bisan, 20 anos, Mayar, 15 anos, Aya, 14 anos (as filhas), e Nur, 17 anos (a sobrinha).
"Comecei a contactar com Shlomi. Pedi para as transferir para aqui, e conseguimos salvar os olhos da minha filha e a minha outra sobrinha, que estava ferida. É a luz que há nesta escuridão." A amiga da família que esteve a fazer café há-de dizer, quando ele não estiver a ouvir, que Abuelaish chorou, gritou, mas não perdeu o centro. Continua a ser pai de cinco crianças que não têm mãe. E brinca com Shada, recebe quem o visita, fala, continua a falar pela paz.
"O que fica disto é que o sangue das minhas filhas não foi desperdiçado, fez uma diferença. Para abrir, espero que de forma permanente, os olhos e mentes dos israelitas, para os fazer ver que há outro lado, uma nação palestiniana a viver ali. É isso que me deixa feliz, que os israelitas tenham começado a olhar, porque, se queremos julgar, temos de olhar para fora da nossa moldura. E que tenha sido também uma razão para este cessar-fogo, para salvar vidas."
Voltou a Gaza três vezes. Viu como a guerra "extremou o ódio, a animosidade" e fez tudo voltar para trás. "É doloroso, porque trabalhámos muito para ultrapassar a animosidade. E não há outra forma, temos de aprender a viver uns com os outros. Agora estamos mais longe, mas não há outra alternativa, se não dar a cada um os seus direitos, com justiça."
Abuelaish tem uma ideia concreta e imediata. "Fortalecer a educação das raparigas de Gaza, para que participem nos processos de decisão." Pensou numa fundação, e está aberto a quem quiser ajudar.
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